quinta-feira, 24 de julho de 2008
Mentalidade (Retrógrada)(rasurado) … Falta de,
Este estado, abundante em produtos parcialmente digeridos e absorvidos em que me encontro, deve-se à minha recente exposição a dois casos, flagrantes e gravíssimos, de uma condição a que chamarei “falta de mentalidade”, pois creio firmemente que os dois indivíduos que personificaram esta condição, aproveitando a legalização do aborto, abortaram a massa encefálica que porventura terão um dia carregado acima do pescoço.
Um dos indivíduos referidos, é o actual bastonário da ordem dos médicos que, aproveitando a confirmação da abertura de uma nova faculdade de medicina na universidade do Algarve, veio expor as suas preocupações sobre a formação de demasiados médicos…
Valha-nos a preocupação de homens com a integridade e inteligência deste senhor para salvar o país. Afinal é do conhecimento geral, a grande crise que a saúde atravessa em Portugal devido ao excessivo número de médicos no país.
É uma coisa insuportável! Quem é que nunca foi a um hospital ou centro de saúde e, quando ainda vai a caminho da recepção, atravessando uma sala de espera vazia, já está a ser chamado para ser atendido?! Ou quem é que nunca se cruzou com um médico formado numa universidade portuguesa, a trabalhar no macdonald’s e a dar-nos concelhos irritantes sobre hábitos alimentares enquanto nos atende?! E então as dezenas de médicos espalhados pelo país, que nos assediam nos semáforos, atirando-se para a frente dos carros com baldes e esponjas para nos limparem os vidros só com o intuito de nos extorquirem uma moeda de 20 cêntimos?!
Não não, senhor bastonário, tem razão! A actual situação dos médicos em Portugal é insustentável! Não podemos continuar a viver felizes, quando por haver tantos formados em medicina, milhares (dos mesmos) estão a viver abaixo do limiar da pobreza. Diria até que é um caso de crise social e de segurança nacional ao mesmo tempo, e talvez quem sabe até seja uma arma de destruição maciça, porque sabe-se lá o que é que um exército de médicos revoltados é capaz de fazer com máquinas de raio-x na mão! Tanto médico aí desamparado num qualquer beco… têm razão senhor bastonário, abaixo a nova faculdade de medicina! Buuu! Não queremos! Temos médicos a mais!
Aproveite e por solidariedade mande-se de um penhasco que cria mais uma vaga no já tão saturado de profissionais, sistema de saúde português.
Isto sinceramente é inacreditável…. como é possível, salvo por privilegiar os interesses próprios acima de tudo o resto, que alguém numa posição destas venha a público dizer tais animalidades? Espelha bem a falta de mentalidade que assola a nossa sociedade.
Vou-me escusar a mais comentários porque acho que já passei o ponto de vista….
O segundo dos indivíduos referidos, é uma jornalista de um jornal nacional, que teve a clareza de espírito de escrever um artigo cujo título é: “Eles são cientistas mas o Estado emprega-os nos seus laboratórios como técnicos superiores”. (o “eles” no título refere-se a doutorados)
Não me vou alargar muito, porque como disse, não evacuo faz quase uma semana e depois de processar a quantidade de deficiência que presenciei (o que demorou vários dias), preciso de me ir expressar para um recipiente de porcelana, mas não quero deixar de comentar este fenomenal título.
Gostava de saber o que é para esta criatura um cientista, presumindo eu pelo que vi, que a mera palavra ciência seja para ela o mesmo que a grande pirâmide para um bovídeo oriundo das montanhas rochosas.
Será, que nas nossas cabecinhas preconceituosas é preciso possuir-se um doutoramento para se ser cientista?!
Quereis ver que um sujeito, seja ele um mestrado, licenciado, técnico superior, ou detentor da 4ª classe, que faça investigação numa qualquer área científica não é cientista?
Gostava de saber onde é que esta alma foi buscar uma definição de cientista que diga que para o ser se necessita de ser doutorado. Haja gente preconceituosa e deficiente….
Só digo mais:
Falta de mentalidade!
O melhor para vocês e para os vossos.
Crós e Pontras
Aviso: Este post retrata uma história verídica baseada em factos fictícios.
Não se aconselha que este seja lido por menores, cardíacos e deficientes como vocês
Vagabundeava eu ontem no terreiro do paço a horas pouco próprias (tipo 3 da tarde), quando fui abordado por um indivíduo que prontamente se dispôs a carregar os meus pertences de valor (2 moedas de 1€ e 1 de 15 cêntimos) com medo que o peso dos ditos agrava-se a minha hérnia.
Enquanto decorria a transacção, fomos pondo a conversa em dia, falando de coisas casuais, o tempo, futebol, o governo, furúnculos nas virilhas, etc. Gastamos algum tempo naquilo, uma vez que o tipo até era simpático e de todo não era alguém com quem fosse desagradável ter uma conversa.
No entanto, após terminado o acto (a transacção) o indivíduo dirige-se a mim e diz-me: “Oh Carpacinto! Tu que até és uma pessoa inteligente, podias usar o teu blog para partilhares as tuas opiniões sobre os assuntos que comentas. Por exemplo, no teu ultimo post tiveste para ali a falar meio ano sobre a energia nuclear e eu fiquei sem saber se és contra ou a favor.”
Estragou tudo. Aquele sujeito com ar afável e navalha na mão era na verdade portador do perigosíssimo e altamente contagioso vírus da estupidez!
Dei comigo a gritar “polícia” no segundo a seguir, e o estafermo, entrando em pânico com a revelação súbita do ser verdadeiro ser, galopou sem olhar para onde ia durante cerca de 2,1 segundos, sendo de seguida enfaixado por um eléctrico que feito animal não viu chegar.
Feliz da vida, reparei os meus haveres do cadáver e agradeci (que isto há que haver educação), ao condutor do eléctrico, que apesar do seu heróico feito parecia angustiado, Expliquei-lhe a situação, reproduzindo a conversa que tivera com o individuo e a ameaça que a sua condição (estupidez) representava para uma cidade do tamanho de Lisboa, e como o vírus podia contaminar milhares do dia para a noite.
A sua disposição melhorou de imediato e ainda me ofereceu boleia, durante a qual fomos falando sobre tópicos de grande interesse, tais como o tempo, futebol, governo e furúnculos nas virilhas, entre outros. Bastante agradáveis aqueles momentos.
Chegando à minha residência pus-me a pensar. É preciso ter-se azar. Uma pessoa a ser assaltada e durante 90% do tempo de assalto está a ser tratado com educação, respeito e seriedade, e já quase no fim tinham de vir as ofensas. “Inteligente!?” – pensei eu. Inteligente era a mãezinha dele! E sugerir que eu viesse para aqui opinar?! Mas só podia ser parvo o homem. Inteligente e com opinião?! Mas está a chamar-me maricas?!
Para me poupar a novas situações como esta, e para que fique acento a todos os acéfalos que lêem este blog, o dito não é, nem se destina a ser, um blog dedicado à opinião cultura, ou por ventura ao humor.
Este é um espaço dedicado a…coiso.
Sendo coiso o que cada um entender melhor, sendo também que só o meu entendimento sobre esta questão tem validade.
Se não perceberam problema o vosso, são uma cambada de deficientes, se perceberam e não estão de acordo, espero que hajam eléctricos perto de vocês, se não perceberam mas abanam a cabeça como se tivessem percebido, muito bem! Estão no bom caminho.
O melhor para vocês e para os vossos.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Paraíso Nu(cu)lear
Aaaah! Isto sim é qualidade de vida! Ou vida de qualidade. Já nem sei bem. É capaz de ser a radiação a fritar-me o cérebrozinho. Mas desliga-se o aquecedor (que está um frio daqueles) e liga-se a televisão para ver uma telenovela que já passa. O que é chato é esta comichão no traseiro, mas é capaz de ser aquele tumor do tamanho da cabeça do luisão que tenho na nádega direita. Nada que as tardes da julia ou os morangos com açúcar não resolvam.
Assim sim, é viver num país desenvolvido...".
Esta foi a contribuição de um indivíduo que conheci numa daquelas viagens ao futuro que se vendem agora naqueles pacotes maricas das agências de viagens. Este indivíduo, a quem chamarei senhor Gnu por questões de respeito pela anonimidade (acabei de criar porque sou um génio da criação. Temos pena ó Deus.) da pessoa, viverá em Portugal em 2000 e..... amanhã, e aceitou gentilmente contar-me o como é viver num paraíso nuclear, pelo que passo assim o seu testemunho, uma vez que a sua violenta morte (foi engolido pelo tumor que tinha na nádega e foi trucidado dentro do mesmo pelo cão de 3 cabeças quando este o veio chamar para o levar à rua e o dono não respondeu) não permite que ele o faça por si mesmo.
Parece... uhm.... apetitoso viver num lugar assim. - pensarão vocês depois de lerem este relato entusiasmante (e não viram vocês a beleza de pelo que aquele bichinho adorável tinha).
Adiante. Parece que voltou a surgir uma polémica digna dos bitaites dos maiores Gnus de Portugal e vamos lá ver onde é que isto tudo acaba. Ou começa...
Uma vez que possuo algum contacto com a alta sociedade Gnu (a minha sogra é pelo 2 ano consecutivo, presidente da ANGINA), tive a possibilidade de conhecer as opiniões e pontos de vista de grandes nomes da nossa nação.
Angelino Cautércio, provavelmente o operário de construção civil (trolha) mais conhecido do país (porque foi referido neste blog) respondeu desta maneira quando questionado sobre se era contra ou a favor da instalação de uma central nuclear no país: "Nucu o quê pá?!"
Conclui-se portanto, após este exaustivo, complexo, com grande aplicabilidade e extremamente exacto estudo, que a maior parte dos portugueses estão-se a defecar para a possibilidade de termos energia nuclear em Portugal, e possivelmente boa parte (e não estou a falar só de idosos e analfabetos) nem sabe o que isso é.
Coisa estranha num país em que quase metade da população não vota para gozar um domingo de praia.
Probably (para dizer que sei falar inglês e para a partir deste momento tornar este blog internacional), aqueles que tem algum interesse na matéria e que vêm importância na matéria, hão-de ser assediados por toneladas de informação e desinformação quer da parte de quem é a favor, quer da parte de quem é contra, e ao bom costume português aposto que antes de isto tudo acabar, Deus ainda vai ter opinião sobre o assunto e deixar muita gente infértil, com queda de cabelo e com torcicolos que é para aprenderem a não serem hereges.
No fim, há de acabar tudo com um referendo, mas desta vez, em vez de metade só há de ir votar 1/3 da população, porque abortar vá... é "cool" agora uma central nuclear... é coisa fraquita. Não vale a pena chatearmo-nos com isso.
Por ultimo, desejo a todos aqueles que não fazem senão dizer mal (excepto eu, claro), a todos os que não votam porque dá trabalho, aqueles para quem nuculear é uma marca de retretes ou de supositórios e para os que sofrem de problemas intestinais, que vos entre uma ogiva pelo anus dentro e vos desobstrua esse canal rectal badalhoco que vocês têm.
O melhor para vocês e para os vossos.
P.S: Já agora, antes que façam a pergunta estúpida (se não a fizeram já), ANGINA significa Associação Nacional de Gnus Instigadores do Nuclear. Cumprimentos.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Violência (In)fantil
O meu desgosto foi tal que ainda agora estou com os beiços colados à ventoinha para ver se não me apago de vez. Esta notícia é calamitosa!
Já nem falo do desastroso clima social que permite que tal coisa aconteca, assim como a motivação que tal notícia dá à ASMA (Associação de Sado-Masoquistas Algarvia), para a qual aproveito para deixar um abraço compincha, mas acho que é de valor focar a idiotisse destes factos.
Ora vejamos, segundo este estudo cerca de 1/5 dos portugueses apanha, mas 1/3 dá... enfim... eu sei que a nossa matemática não é forte mas isto é... estupido....
Problemas matemáticos à parte, não é difícil perceber que realmente este tipo de fenómenos, apesar de não acontecerem exclusivamente em Portugal, são para além de frequentes, tolerados e por vezes até encorajados e respeitados pela e na nossa sociedade.
Possivelmente, se hoje um qualquer Neandertal vivesse, ficaria orgulhoso de ver que tantos milhares de anos após o seu auge, ainda existem descendentes capazes de honrar o seu nome.
Mas penso, que só para alguém muito ingénuo ou muito cego, é que esta notícia pode ser vista como uma novidade. Nós vivemos numa sociedade (quer a nivel rural quer citadino) em que é "in", é "cool" e dá status social, fumar (se for droga melhor), beber que nem um boi, contrair ou ter contraido pelo menos 15 doenças venéreas e obviamente arrear à grande (ou moderamente que é a noção de romantismo de muito boa gente) na namorada/o.
Evidente parece ser, que os rapazes se mostram mais susceptíveis as este tipo de pressões, e como tal são eles os maiores perpectuadores destes vergonhosos comportamentos, apesar de que ao que parece, o caso oposto (raparigas a agredirem os namorados) parecer estar a tornar-se cada vez mais frequente.
Até consigo ouvir os comentários das pessoas após verem o referido artigo: "Ai! Os jovens hoje são uns deliquentes! Uns reguilas! No meu tempo isto não era nada assim!!!".
Ora, meus caros, tá claro que nenhum português que tenha nascido no séc XX poderá dizer que no seu tempo não era nada assim. É verdade que o Alzheimer e outras doenças degenerativas do sistema nervoso proliferam, mas enquanto se lembrarem do vosso nome tenham juízo e lembrai-vos também do resto.
Quem dos senhores e senhoras, hoje dos seus 70s e 80s, poderá dizer que no seu tempo não havia crime juvenil, não havia insucesso escolar e não havia violência nos namoros?
Mais perto da verdade estariam se dissessem que não havia crime juvenil porque ninguém os apanhava, quando os apanhavam não era notícia, era raro quem ia há escola e a malta enfardava e calava. Mas pelo menos em relação à ultima parte têm razão. Tendo em conta que os jovens se casavam por volta dos 17 anos, acredito que a violência nos namoros fosse menor que hoje em dia, pois custa-me a acreditar que miudos de 11 anos andassem a bater nas suas prometidas.
Também os senhores e senhoras dos seus 30s e 40s, que nasceram ou cresceram nos loucos anos 70, não só não me parece que possam dizer que tais fenómenos não existiam no seu tempo, como curiosamente são os seus filhos que os estão a perpetuar. Há coisas curiosas ahn...?
Sugiro que se pense no porquê destes episódios existirem e persistirem em vez de se mandar bitaites, que para isso tou cá eu.
Quanto a mim, se vir um desses degenerados parto-lhe as pernas para ver se aprende.
Finda a trampa escrita, vou fumar um charro, beber 2 garrafas de vodka com a minha esposa, sair para espalhar a sífilis, e voltar para arrear na esposa que ela depois de bêbeda não se atura.
Amanhã vou relatar o meu feito ao IML (Instituto dos Machos Latinos) e subir uns quantos lugares no ranking dos homens com mais testosterona no sangue, e ser aclamado por umas boas dezenas de culturistas homossexuais. Isto sim é prestígio.
O melhor para vocês e para as vossas esposas.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Há ressonos e re-sonos...
Por estar a estudar fora da minha cidade natal, vivo numa residência de estudantes, na qual partilho as instalações e o oxigénio com mais uns quantos marmanjos/as que entre saídas, entradas, mudanças e permanências, vão me dando a possibilidade de conhecer algumas maravilhas evolutivas do ser humano.
Uma dessas maravilhas evolutivas, é possuida pela mais recente aquisição do corredor, uma jovem com cerca de 20 anos, 1,90m de altura, a massa de 2,7 sóis, e cujo peso oscila entre o mamute e o t-rex, segundo o meu sismógrafo que regista abalos de sensivelmente 4,5 na escala de Richter sempre que ela se encontra num raio de 100 metros.
Como sou um tipo felizardo, esta maravilha do mundo veio residir no quarto adjacente ao meu.
Continuando, esta representante magnífica do património genético Neandertal, possui então essa maravilha evolutiva, esse dom, que cientificamente deve ser designado por algo do género "emitar um leão enquanto sofre de um ataque de asma, uma central eléctrica em sobre-carga, a respiração do DartVader e o estouro de uma manada de Gnus, tudo ao mesmo tempo e enquanto dorme.
Eu chamo-lhe roncar como se não houvesse amanhã.
Escusado será dizer, que contar carneiros, vacas, cavalos, gnus, ou qualquer outro ruminante deixou de ser suficiente para provocar o estado de sonolência, o que confirmei ao chegar ao 305 128 345 693 129 e concluindo que desconhecia o numero que se seguia.
Curiosamente, abordagens geralmente mais funcionais como a biqueirada na porta ou a enxurrada de palavrões ininterrupta, assim como ouvir musica com volume para ser ouvido dois países ao lado, não tiveram qualquer efeito, pois pelos vistos, esta criatura tão unica que devia estar num zoo, possui outro incrivel dom: é capaz de se auto-induzir em coma, tornando-se assim imune a qualquer perturbação menor que a queda de um meteorito do tamanho da polónia a 25 metros de si.
Mal de mim por não possuir a mesma capacidade.
Presentemente encontro-me sobre medicação à base de veneno para ratos e algodão nos meus ouvidos e na traqueia e vias respiratórias da incrível Hulka, mas o fenómeno persiste e vai para uma semana que sonho constantemente com o meu ser a ser(isto é que é um manejo do português) espezinhado por uma manada de diplodocus em debandada.
Assim que acabar esta trampa vou começar a escrever uma carta para o conselho de segurança da ONU a exigir uma acção imediata que consista no abate ou transferência para Júpiter deste espécime.
P.S: Quem achar que eu sou contra os animais em vias de extinção, intolerante, xenófobo e/ou não souber o que é um diplodocus, Júpiter e/ou a ONU havia de pisar uma mina e desfazer-se em mil pedaços.
Uma boa tarde