Contagem para o Fim do Mundo

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Crós e Pontras

Aviso: Este post retrata uma história verídica baseada em factos fictícios.
Não se aconselha que este seja lido por menores, cardíacos e deficientes como vocês

Vagabundeava eu ontem no terreiro do paço a horas pouco próprias (tipo 3 da tarde), quando fui abordado por um indivíduo que prontamente se dispôs a carregar os meus pertences de valor (2 moedas de 1€ e 1 de 15 cêntimos) com medo que o peso dos ditos agrava-se a minha hérnia.

Enquanto decorria a transacção, fomos pondo a conversa em dia, falando de coisas casuais, o tempo, futebol, o governo, furúnculos nas virilhas, etc. Gastamos algum tempo naquilo, uma vez que o tipo até era simpático e de todo não era alguém com quem fosse desagradável ter uma conversa.

No entanto, após terminado o acto (a transacção) o indivíduo dirige-se a mim e diz-me: “Oh Carpacinto! Tu que até és uma pessoa inteligente, podias usar o teu blog para partilhares as tuas opiniões sobre os assuntos que comentas. Por exemplo, no teu ultimo post tiveste para ali a falar meio ano sobre a energia nuclear e eu fiquei sem saber se és contra ou a favor.”

Estragou tudo. Aquele sujeito com ar afável e navalha na mão era na verdade portador do perigosíssimo e altamente contagioso vírus da estupidez!

Dei comigo a gritar “polícia” no segundo a seguir, e o estafermo, entrando em pânico com a revelação súbita do ser verdadeiro ser, galopou sem olhar para onde ia durante cerca de 2,1 segundos, sendo de seguida enfaixado por um eléctrico que feito animal não viu chegar.

Feliz da vida, reparei os meus haveres do cadáver e agradeci (que isto há que haver educação), ao condutor do eléctrico, que apesar do seu heróico feito parecia angustiado, Expliquei-lhe a situação, reproduzindo a conversa que tivera com o individuo e a ameaça que a sua condição (estupidez) representava para uma cidade do tamanho de Lisboa, e como o vírus podia contaminar milhares do dia para a noite.

A sua disposição melhorou de imediato e ainda me ofereceu boleia, durante a qual fomos falando sobre tópicos de grande interesse, tais como o tempo, futebol, governo e furúnculos nas virilhas, entre outros. Bastante agradáveis aqueles momentos.

Chegando à minha residência pus-me a pensar. É preciso ter-se azar. Uma pessoa a ser assaltada e durante 90% do tempo de assalto está a ser tratado com educação, respeito e seriedade, e já quase no fim tinham de vir as ofensas. “Inteligente!?” – pensei eu. Inteligente era a mãezinha dele! E sugerir que eu viesse para aqui opinar?! Mas só podia ser parvo o homem. Inteligente e com opinião?! Mas está a chamar-me maricas?!

Para me poupar a novas situações como esta, e para que fique acento a todos os acéfalos que lêem este blog, o dito não é, nem se destina a ser, um blog dedicado à opinião cultura, ou por ventura ao humor.

Este é um espaço dedicado a…coiso.

Sendo coiso o que cada um entender melhor, sendo também que só o meu entendimento sobre esta questão tem validade.

Se não perceberam problema o vosso, são uma cambada de deficientes, se perceberam e não estão de acordo, espero que hajam eléctricos perto de vocês, se não perceberam mas abanam a cabeça como se tivessem percebido, muito bem! Estão no bom caminho.

O melhor para vocês e para os vossos.

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