Contagem para o Fim do Mundo

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Há gripe (H)A

Hoje é notícia no Pesca Gnu’s (porque tá na moda e porque o Pesca Gnu’s é bué IN) o surto pandémico de um dos mais perigosos, mortíferos e esteticamente feios agentes patogénicos da história da humanidade: o vírus… da parvoíce.

Este vírus que é tão velho como a memória, tem acompanhado a humanidade ao longo dos tempos, qual carraça acompanha o cão ou qual besta com hipotrofia cerebral acompanha o Pesca Gnu’s.

Tal como o Homem, o vírus da parvoíce tem grande capacidade de adaptação e é pouco esquisito no que diz respeito aos locais onde vive desde que consiga assegurar sustento, facto que explica o porquê de indivíduos com fraca higiene pessoal (entenda-se “que cheiram mal”) são também eles, por vezes contaminados pelo vírus da parvoíce.

Mas enfim, verdade seja dita, se nada de especial sucedesse, e apesar do vírus ser fatal se não for tratado atempadamente (geralmente um tiro ou dois nos membros inferiores resultam muito bem, apesar de haver quem prefira o método mais clássico mas não menos eficaz, a bordoada no trombil) o ser humano lá viveria calmamente e sem grandes preocupações, que também gente parva é o que não falta e mais uns milhares, menos uns milhares, não fazem grande diferença.

Acontece que infelizmente, o vírus da parvoíce estabelecendo uma relação simbiótica com outro vírus, o H1N1, de modo a aproveitar a facilidade de transmissão deste e fundindo-a à sua própria grande capacidade de se propagar, criou um super vírus, bastante patogénico, possivelmente letal e capaz de provocar histeria em massa, desidratação ocular e pé de atleta em tempo recorde: o PHN1, sendo P o factor parvoíce associado ao vírus.

Apesar de o nome fazer lembrar um qualquer plano de apoio larilas às piquenas e médias empresas lançado pelo governo, o PHN1 é uma criatura demoníaca que mesmo enquanto lês este post usa as mais pérfidas artimanhas (oferecer doces a putos, ajudar velhinhas a atravessarem a rua) para contaminar gente inocente e encher a sua vida de muco!

Mas mais graves do que estes efeitos biológicos do PHN1 são os seus efeitos psicológicos provocados pelo factor P. Estes efeitos espalham-se a uma velocidade alucinante e podem até ser reconhecidos em indivíduos sem os sintomas biológicos do vírus, característica que trouxe ao PHN1 o título de “Assassino silen…parvo” após vários portadores, aparentemente saudáveis, terem falecido com uma elevada taxa de parvoíce no sangue.

Escusado será dizer que estes efeitos nefastos se encontram por todo o lado, a ver: desde revistas que aconselham a viver dentro do lavatório de lavar as mãos, a beber actimerdas até a bolha ser tão espessa que não consigam ver o exterior, e a não nos aproximar-mos a menos de 1 metro de pessoas desconhecidas, até jornais que entrevistam pessoas que já foram contaminadas e que já estão bem (sacrilégio!!!) dando à coisa contornos de uma preciosíssima experiência que mudou por completo a vida dos sujeitos em questão.

Eu pessoalmente para me proteger dos efeitos nefastos deste vírus vou, tal como recomendam nas revistas, andar na rua com uma espingarda para garantir que ninguém se aproxima de mim a menos de um metro e aproveito para tirar a carta de pesados de passageiros porque sou capaz de ter alguns problemas para andar de autocarro.

Para concluir quero só alertar aqueles jovens desocupados, delinquentes, toxicodependentes, estúpidos, ou outros que não saibam o que fazer da vida, para o facto de a gripe A ser um bom prospecto de vida como confere o testemunho de Acertínio Florêncio, presidente da Associação de Ex-Doentes de Gripe A (AEDGA), em entrevista ao Pesca Gnu’s:

“ – No inicio é duro, as pessoas têm medo de nós, trancam-nos em salas de paredes brancas e dão-nos pontapés com força até fazer moça, mas depois… aaaah! Depois tudo muda. Quando estamos curados tornamo-nos gurus ou videntes, fontes de prestígio e saber para a humanidade. Desde que tive gripe A nunca mais precisei de trabalhar e tenho 15 servas para atenderem aos meus desejos, sendo 14 bem giras, apesar de uma ser um bocado gorda, mas enfim.”

É tudo por hoje,

Andem pela sombra,

Carpacinto Estruliano

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