Aaaaahhh!!! É o princípio do fim! O armagedão chegou e vem acompanhado por indivíduos carecas de 1,90m com suásticas tatuadas na nuca! O demo anda à solta! Vamos ser reduzidos a polpa por sujeitos com botas com tacão larilas e sorrisos sarcásticos e acabar inevitavelmente dentro de um pacote de néctar de uma marca espanhola!!!
Ou não… vejamos: sigamos o exemplo de qualquer pseudo-herói que a cultura hollywoodesca nos enfiou na cabeça durante os últimos 50 anos, e façamos afinal o que é normal naquelas situações banais e aborrecidas, como estar um indivíduo psicologicamente instável armado com uma espingarda mecanicamente estável apontada ao nosso porta-miolos a cerca de 12 cm de distância, ou estarmos a praticar pesca nudista num pequeno semi-rígido no meio de um tufão, ou o clássico estar preso a uma linha férrea enquanto se aproxima o TGV Madrid-Lisboa a 297 km/h, estando ao mesmo tempo a cair uma chuva de meteoritos, a haver uma praga de escavarelhos azuis comedores de cérebros do Sahara, e estar no centro de uma epidemia de ébola: manter a calma e pensar com lógica sem entrar numa histeria acéfala, digna de um final menos feliz com o mesmo impacto que teria a morte da Cinderela pela carruagem/abóbora porque foi besta e não saiu de lá antes da meia-noite e porque os bombeiros da altura ainda não tinham unidades de desencarceramento, ou quiçá, a morte da pequena sereia por num acesso de estupidez pedir para ser humana quando se encontrava a 3500 metros de profundidade.
Pois é meus amigos, afinal o armagedão não chegou e o demo não anda à solta (pelo menos até eu voltar a ir à feijoada naquele restaurante brasileiro muito jeitoso junto a Santa Apolónia), mas se vos sentirdes na disposição de vos atirardes qual manada em estoiro contra uma vedação electrificada com uma corrente de 10.000 volts fazei favor.
“- Mas…” – dizeis vós. – “- ó Carpacinto, aconteceu. É real. A gripe A mata mesmo.”
Pois é caros invólucros de massa encefálica atrofiada. A gripe A mata. Coisa chata e rude.
Parece que até na morte o mui nobre espírito lusitano da criatividade e perseverança sobressaiu, levando ao mundo as novas do flagelo.
Existe, como de certo sabeis, um estudo de acesso público e actualizado em tempo real a ser realizado pela OMS (Organização Mundial de Sedados…Saúde) que informa qualquer criatura com acesso à internet e capacidade para mexer os indicadores (capacidade por vezes difíceis de conjugar) do número de infectados por gripe A em cada país, assim como o número de mortes nos mesmos pela doença.
Ora, esta semana Portugal foi capaz (que orgulho) de elevar a parvoíce a um novo patamar, contabilizando a sua primeira morte por gripe A quando na realidade, apesar do indivíduo em questão possuir a infecção, a causa de morte parece ter sido uma obstrução laringácea total provocada por uma perigosa substância de origem vegetal, fenómeno mais conhecido por morrer engasgado com uma carcaça.
Independentemente de a causa da morte ser discutível, os médicos que acompanham o paciente em questão parecem estar de acordo (apesar dos comentários gaguejantes e claramente indicadores de distúrbios mentais) no que diz respeito à morte NÃO ter sido provocada por gripe A.
NÃO provocada por gripe A! Está a ver sr-come-cocó-aos-camiões-que-fez-o-favor-de-informar-erradamenta-a-OMS?
“- Ah! Mas…” NÃO provocada pela gripe A!
“…mas na conjectura actu…” NÃO provocada!... pela gripe A.
Eu até entendo que o nosso trauma de estar constantemente em último lugar nas estatísticas afecte a nossa moral nacional, e que durante uma pandemia não ter fatalidades para mostrar aos outros é desprestigiante, mas toda esta situação é uma bocado… como é?... estúpida. É estúpida. Estará porventura na altura de explicar a alguns senhores a diferença entre “Morte por gripe A” e “Morte de um sujeito com gripe A que no entanto falece por lhe transplantarem o coração e se esquecerem de por um novo”.
Eu sei que não parece, mas há diferenças.
É tudo por hoje,
Cumprimentos para vocês e para os vossos,
Carpacinto Estruliano
P.S: Viva ao PTP por ter atingido o estatuto de 15ª força política em Portugal. Há quem diga que é a última mas isso são calúnias de chupistas e invejosos que querem é desvalorizar uma campanha que lutou para que os fanhosos possam chegar a patamares na carreira jornalística que hoje lhes estão vedados.
Um grande bem-haja!
1 comentário:
Se grande GNU (gigantesco nuno urrivel). Ainda bem que descobriste o meu blog antes da gripe A. Assim pode ser que ela já não se meta comigo depois de ler a tua opinião :O
Um abracito
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